Dados da Cushman & Wakefield, divulgados pela Forbes Brasil, mostram que o movimento foi fortemente concentrado no Centro, que se consolidou como o principal polo de liquidez do mercado corporativo carioca no período.
Centro lidera recuperação do mercado
O Centro do Rio registrou absorção líquida de 17.572 m² entre abril e junho, resultado superior ao saldo total do mercado analisado.
O desempenho reflete uma combinação de preços competitivos, disponibilidade de espaços e maior procura das empresas por imóveis corporativos de melhor qualidade na região central.
Em contrapartida, o Porto apresentou absorção líquida negativa de 2.386 m², influenciada por devoluções pontuais. Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul permaneceram relativamente estáveis.
O levantamento da Cushman & Wakefield considera edifícios corporativos classe A e A+ distribuídos por seis submercados: Centro, Porto, Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul.
Tecnologia e setor financeiro impulsionam locações
O volume total de áreas transacionadas chegou a 22.971 m² no segundo trimestre, indicando aceleração da atividade de locação.
Todas as transações registradas no período ocorreram no Centro, reforçando a retomada da região como destino para grandes ocupantes corporativos.
O setor de tecnologia da informação liderou a demanda, com 10.232 m² locados, seguido pelo setor financeiro, responsável por 8.252 m².
Entre as empresas envolvidas nas principais transações do trimestre estão Nubank, Dataprev, Wilson Sons e Deloitte.
Preços permanecem estáveis
O preço médio pedido dos escritórios de alto padrão encerrou o segundo trimestre em R$ 79,11/m²/mês, mantendo estabilidade em relação ao período anterior.
A Zona Sul continuou sendo o mercado mais valorizado da cidade, com preço médio pedido de R$ 160/m²/mês. A Orla registrou R$ 90,77/m²/mês, Porto R$ 90,19/m²/mês e Centro R$ 82,39/m²/mês.
Os indicadores reforçam um cenário de recuperação gradual do mercado corporativo do Rio de Janeiro, com destaque para a crescente atratividade de ativos de qualidade e bem localizados.
Cushman & Wakefield na imprensa
Os dados e análises da Cushman & Wakefield sobre o mercado de escritórios do Rio de Janeiro foram destaque na Forbes Brasil, que abordou a retomada das locações, o protagonismo do Centro e a demanda de empresas dos setores de tecnologia e serviços financeiros.
Leia a reportagem completa na Forbes Brasil.